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Literatura - Poesias
Escrito por: Pitz
Pitz

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Qui, 28 de Janeiro de 2010 10:03

Estão distantes velhas tempestades,

são donativos subconscientes,

envenenando tardes suicidas

tão exauridas,

de contra as correntes.

 

Estão distantes velhas alegrias,

tão coloridas, secas, sem sementes.

Estão presentes, todas: Armadilhas...

De ocultar sorrindo o que se sente.

 

Estão distantes velhas tempestades,

tão exauridas,

tão subconscientes.

Extingue ao berro a benção voz sofrida.

Depois se cala;

e depois se mente.




(Parte do livro Visões comuns de um porco esquartejado)



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Distância oculta
Qui, 28 de Janeiro de 2010

© 2010 - Autores.com.br


Última atualização em Sáb, 30 de Janeiro de 2010 16:10
 
Comentários (3)
  • rackel
    avatar
    Estás tão cansado assim, poeta, que a vida te pesa aos ombros e a labuta vislumbras de longe?
  • Pitz  - Outro sentir
    avatar
    Oi Rackel, muito obrigado pelo comentário. Na verdade não foi este o sentido que busquei ao escrever, mas sabedor de que o poema pode ser sentido de muitas formas diferentes, deixo aqui o meu sentir: Agora as tempestades se foram, mas são lembranças traiçoeiras que podem transformar as tardes reflexivas em suicidas. Ao mesmo tempo a tempestade era amor, alegria, felicidade colorida, sem ela veio a calmaria, sem ela ficou bem pouco. E segue o poeta pensando no que passou, gritando por dentro, mas seguindo em frente. É meio isso. Não me canso da vida. Isso nunca. Um grande abraço do Pitz. :D
  • tania_martins
    avatar
    Bonito poema,Pitz. Parabéns!
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