| MEU TURISMO SEXUAL |
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| Eróticos - Contos Eróticos |
Escrito por: valdenio![]() |
Sex, 13 de Novembro de 2009 11:50 |
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O tempo frio traz melancolia, joga-me nas lembranças e não sei por que, vem paisagem de lugares a qual não pertenço, mas cheguei a conhecer. E pode parecer slogan de motel, mas se a transa é boa a gente não esquece, e para mim, as melhores transas ocorreram em viagens. A primeira delas foi em Fortaleza – Ceará, a terra do sol, de Iracema a virgem dos lábios de mel, onde em uma das minhas viagens de final de ano, viajei com uma turma de amigos. Chegamos a noite e não resistimos a tentação de banho no mar. Entramos todos nú naquele mar agitado pela força da lua. Mas aqui não é intenção minha falar das belezas da capital cearense, o que quero relatar foi o que ela me proporcionou. Então lá vai... Certa noite na Praia de Iracema, onde tem os melhores agitos, toda a turma concordou em ficar em um bar que não lembro o nome, só sei que era estreito, pequeno, mas aconchegante. As pessoas todas em pé, formada por um galerinha jovem e bonita, embalados pelo som de Bob Marley e outros cantores de afro-reggae, se esfregavam umas nas outras de tão apertado e lotado que estava o lugar, a marola e fumaça dos cigarros de maconha se misturava as luzes de néon. Eu era a única que não estava no embalo. Havia bebido pouco ainda, e não estava nem a fim de fumar ou cheirar nenhuma daquelas drogas. Sentada no balcão de pernas cruzadas avistei um moreno, de estatura mediana e traços indianos a me observar. Fui ao banheiro e ele me acompanhou no olhar. Voltei à rodada de amigos e esqueci do moreno que me encarava. Todos os amigos estavam agitados e tinham se dado bem, ou seja, eu era única que não tinha arrumado companhia. Resolvi sair daquela farra desenfreada e fui para rua de paralelepípedo, fiquei admirando a arquitetura colonial daquela rua. O vento da maresia balança meus cabelos cacheados e quase levanta o vestido rodado, um pouco curto. O moreno indiano chega perguntando de onde eu era, e assim inicia uma conversa gostosa logo seguida de um beijo encostada numa esquina. O vestido de praia fino, lhe causou excitação. Eu, um pouco trêmula por estar num lugar estranho, com um rapaz que acabara de conhecer, ia cedendo aos seus encantos. Ele me convidou para um lugar mais reservado, como eu disse sim, até hoje não sei. Minhas pernas tremiam em cima do tamanco. Fomos para um lugar escuro. Era a velha ponte metálica, onde no meio havia uma mini-favela de barracos de papelão. Passamos pelo meio com a maior naturalidade. Fomos para a cabeceira da ponte, onde a maré juntamente com a ferrugem deixava insegura. A lua estava linda, enorme e brilhante. Após alguns beijos, o vestido caiu ao chão, ele me fez segurar em uma das barras da ponte e começou a me penetrar. Suas mãos deslizava pelo meu corpo, contornando seios, cintura e quando chegou em minhas nádegas um tapa forte competiu com o som da maré. Gemidos. Olhei para trás e sua expressão de prazer parecia anuncio de sex shop. Seus olhos um pouco puxados, nariz avantajado sincronizado com o formato do rosto, e uma moreniçe natural indicava que a aquela beleza não pertencia aquelas terras. Entorta minha cabeça em sua direção, um beijo molhado, depois um abraço apertado juntamente com o gozo, sela nosso ato sexual. Ele faz questão de vestir minha calcinha. Voltamos e antes de chegar ao bar, trocamos e-mail e telefones. Todos preocupados comigo e sorrindo para os quatro cantos, cantava e pulava extasiada pelo efeito do orgasmo. O sol não demorou a sair e alegria continuava... Vários dias se passaram, alguns meses também. Em outra viagem de final de ano, desta vez a Porto Seguro- BA a aventura sexual se repetiu. Estava em turma de excursão, e apesar de alguns conhecidos, não me enturmei de imediato. A cidade estava abarrotada de turistas, na sua maioria jovens atraídos pelo ritmo axé-bahia das várias barracas. Em todas elas, corpos esculturais se rebolando, mas nunca gostei desses tipos de homens narcisistas aos extremos que se possível colocariam espelhos em volta para admirar todos os ângulos. Pessoa que se elogia demais esquece de elogiar quem está ao lado. Alguns me puxavam pelo braço, seguravam meu cabelo, tentavam me beijar, mas não gosto dessa coisa impulsiva. Tem que ter a troca de palavras, diálogos longos e criativos. Estava dando como certa que seria uma viagem de turismo. Mais depois de passar o dia escutando minha amiga Kátia com seus problemas da separação, resolvi a noite me separar da turma e ir sozinha a arraial d’ajuda, vilarejo aconchegante de dia e noite. No beco das cores, escolho um barzinho aconchegante, totalmente aberto a ruela, com mesas de madeira artesanal, iluminado por luzes coloridas. No balcão, também de madeira e espelhado na parte de dentro, exibia uma grandiosidade de bebida de todos os tipos. Sentei numa mesa ao fundo, ao lado de um orelhão, que já havia checado o funcionamento. Com o efeito da caipirinha, começo a pensar “ o que estou fazendo aqui sozinha?” . “Por que decidi fazer aquela viagem sozinha?” “E para quem fiquei tão bonita?”. Eu havia colocando um vestido branco, solto, com rendas delicadas, um brinco de escamas de peixe, colar combinando com o vestido e sandália rasteira tudo comprado em Porto Seguro. Meia-noite, todos começaram a se abraçar e desejar “Feliz Ano Novo”. Corro para o orelhão. Ligo para minha melhor amiga. Ela não atende. Finjo ficar conversando até passar aquela euforia de abraços, pulinhos e fogos de artifícios. As lágrimas começaram a descer debaixo do orelhão. Segurei para não borrar a maquiagem. Fiquei apenas com o peso na garganta. Volto para a mesa. Pouco tempo depois, quando já estava pensando em ir embora, o garçom me entrega uma bebida oferecida por um cavaleiro que estava com uma turma de amigos no balcão. Ele me sorriu de longe. Era um distinto cavaleiro, de uns 40 anos, cabelos grisalhos, com roupa esportiva. Ele veio a mesa. “Gostou da bebida?”. Uma das melhores que bebi. Tratava-se de uma caipirinha feita de amarula. Pediu que me juntasse aos seus amigos. Concordei e logo fui apresentada a todos. Eles eram portugueses que tinham estabelecimentos comerciais em Arraial. Descemos à praia. As pessoas continuavam a se confraternizar na areia. Fiquei meio desentrosado, pois a turma além de serem amigos há muito tempo, o sotaque português é rápido e dicção aberta. Ele percebendo minha indiferença, me chamou para darmos uma volta. Começamos a andar pela areia. A lua, o mar, tudo estava lindo. Entramos em alguns bares. Ele cumprimentava um, cumprimentava outra, conhecia muita gente. Percebendo que eu não estava gostando de nada daquilo, me convidou para ficarmos num lugar mais isolado, concordei. Subimos uma escada de barro preto, por um morro iluminado por pouca luz, onde víamos as luzes do vilarejo um pouco longe. Comecei a ficar com medo. “Calma! Estamos chegando”. Em cima do morro, casas de arquitetura elitizada. Chegamos a um hotel lindo que lembrava o período colonial. Minha admiração era notória. As palmeiras de um lado e de outro da piscina iluminada iam da entrada até chegar ao casarão. Mas não fomos a lugar da realeza. Ele me pegou pelo braço e puxou para uma casinha de empregados ao lado da entrada. Adentramos por uma área de serviço, e no escuro atolou sua língua na minha boca, me apertando, pegando nos meus seios, no meu sexo. Minha excitação pediu silêncio. Entramos no seu quarto. Organizado e bem decorado, não observei mais porque fui jogada na cama e em meios beijos e abraços fui me entregando totalmente. As janelas grandes e de vidro transparente permitia a luz prateada da lua entrar no quarto, permitindo uma visão perfeita do seu corpo bem desenhado. Sentada em cima, apoiei minhas mãos na sua caixa de peito alta com pêlos aparados, a barriga não era malhada, mas proporcional a sua estrutura. Eu cavalgava jogando meus cabelos cacheados para todos os lados. Pura excitação! Mudamos de posição várias vezes até a larva quente tomar meu corpo. Camisinha? Não teve. A excitação foi tanta que dedo, língua ia entrando tudo, e deixei ele tomar todas as iniciativas. Sabe quando você fala “seja o que Deus quiser!?”. Foi assim que aconteceu... No outro dia, sem compromisso, acordamos tarde, mas idiota como sempre, fiquei preocupada com o pessoal da excursão, afinal de contas estava dividindo o quarto com mais duas outras excursionistas. O vento levantando o vestido com frescor da manhã, do alto do morro, a paisagem era muito mais bela que a noite. Fiquei observando o verde, as praias, o vilarejo. Ele desceu comigo, chamou o táxi e me pediu para nos encontrarmos a noite. Falei que viria sim. Mas não sei por que, não voltei. Talvez com medo de estragar algo bonito, ou por saber que tudo já tinha um fim definido, ou até mesmo por causa dos seus amigos saberem que estava indo atrás dele. Hoje vejo que fui idiota. Contei minha aventura para todas as minhas amigas e no ônibus fui fazendo poemas e sorrindo para todos os lados. Depois fui pesquisar na internet seu nome e o lugar, veio à confirmação de passar-se apenas uma aventura, e uma “aventura daquelas”... “A vida é definida por oportunidades, mesmo as que perdemos”. Sempre tive oportunidade de conhecer Aracaju – SE, mas sempre colocava em segundo plano. Final de ano, sem muitas oportunidades, resolvi conhecer essa capital onde a família de uma grande amiga morava. Fui bem recebida e recepcionada pelos parentes. Mas como em todo o nordeste o que mais me atrai são as praias, no esperado dia coloquei uma roupa de malha fresca, sendo saia curta, blusinha com amarras no pescoço e na cintura, deixando costas nuas, tamanco estaca e bastante hidrante corporal. Minha amiga Janethy teve a brilhante idéia de irmos andando pela orla da praia de Atalaia. Concordei. O sol estava estragando minha beleza. Queria pegar um táxi. Ela pediu que continuássemos, pois em breve estaríamos no bar mais movimentado da Praia de Atalaia. De fato chegamos ao Bar do Amanda, a cerveja desceu com um sabor do deserto. Agradecia com minha amiga a oportunidade e comentava sobre a cidade, quando percebi um olhar saliente sobre mim. Tive que ir ao banheiro, e ao sair, quando retocava a maquiagem no espelho, a abordagem. Um baiano moreno claro, de estatura mediana, soltou cantadas barata e perguntou se podia sentar na nossa mesa. Respondi que não havia problema. Conversa vai, conversa vem, e utilizei um dos nossos códigos para que minha amiga percebesse que eu estava afim. Ela pegou um táxi, e fui com minha paquera para o hotel onde ele estava ficando. Engraçado como esses porteiros de hotel sabem que é fudelança, mas fingem não saber. A vergonha o medo havia consumido. Ele percebeu meu medo. Entramos em um quarto bem rústico, arquitetura barroca, com duas camas postas uma ao lado do outra. Um guarda-roupas simples e um banheiro sem luxo algum. Vamos ao que viemos! Houve preliminares, algo achei que não fosse ter. Já haviam me falado da arte de amar dos baianos, mas nunca havia levado a sério. Esse era o meu primeiro, e ele estava cumprindo seu papel muito bem. Me lambia do dedo do pé ao canto da orelha. Fui ao delírio. A penetração foi permitida em todos os orifícios. Dormir não iríamos conseguir, então resolvi ir embora. Acompanhou ao ponto de táxi, e antes de chegar, me falou sua profissão, seus projetos e planos. Esse me ligou e várias vezes... Mas como todo namoro à distância, esse também fracassou. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Seg, 16 de Novembro de 2009 07:33 |

