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Terça, 07 Set 2010
Escrito por: Eduardo_Lamas
Eduardo_Lamas

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TARDES DE OUTONO

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Nessas tardes
sob e sobre a
Baía de Guanabara,
o céu é uma
ferida aberta,
que sangra, sangra...

Ontem, um hematoma esverdeado
revelava o ferimento celeste,
e a beleza exposta
em nuvens fraturadas
escorria em reflexos
nas águas da Guanabara.

Hoje, o céu sangra novamente
no crepúsculo outonal,
sangue fluorescente
retido por negras nuvens
neste estranho céu,
ferido por intenso vento,
expondo o sangue pisado
deixado pelo sol
em seu último vestígio
deste dia, desta estação.

Obs.: esta poesia faz parte do recém-lançado livro Profano Coração.



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Dom, 16 de Agosto de 2009

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