Nessas tardes
sob e sobre a
Baía de Guanabara,
o céu é uma
ferida aberta,
que sangra, sangra...
Ontem, um hematoma esverdeado
revelava o ferimento celeste,
e a beleza exposta
em nuvens fraturadas
escorria em reflexos
nas águas da Guanabara.
Hoje, o céu sangra novamente
no crepúsculo outonal,
sangue fluorescente
retido por negras nuvens
neste estranho céu,
ferido por intenso vento,
expondo o sangue pisado
deixado pelo sol
em seu último vestígio
deste dia, desta estação.
Obs.: esta poesia faz parte do recém-lançado livro Profano Coração.
sob e sobre a
Baía de Guanabara,
o céu é uma
ferida aberta,
que sangra, sangra...
Ontem, um hematoma esverdeado
revelava o ferimento celeste,
e a beleza exposta
em nuvens fraturadas
escorria em reflexos
nas águas da Guanabara.
Hoje, o céu sangra novamente
no crepúsculo outonal,
sangue fluorescente
retido por negras nuvens
neste estranho céu,
ferido por intenso vento,
expondo o sangue pisado
deixado pelo sol
em seu último vestígio
deste dia, desta estação.
Obs.: esta poesia faz parte do recém-lançado livro Profano Coração.
Crie um banner deste artigo em outros sites
Para criar um banner deste artigo em outro site,
copie e cole o texto abaixo em sua página.
Visualizar :


