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Literatura - Poesias
Escrito por: paulopazz
paulopazz

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Dom, 28 de Dezembro de 2008 15:07
Leve como uma coisa que nasce não sei porquê,
Me vem esta palpitação estranha, se entranhando
Como comichão vago no preâmbulo do desassossego.
E a mim cabe apenas a parte do silêncio e da espera.

Vivo disso a cada segundo das coisas momentâneas
(Posto que sou vivente cru dos motes instantâneos)
Fluentes, dispersas no (dis)curso impreciso desse rio-tempo.
Galopo, ofegante, os segundos fracionários da eternidade!

De tal forma me perco embevecido nestas sensações
Que me sinto seguro ante toda dor que me vem e destrói.
E me refaço em meio a pedaços da implosão surda,
Beijando a ferida viva de minha alma que sangra.

Algo grita em mim, falando de angústias e frustrações
E nem assim o mundo se acorda ou me desperta.



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Insensatez
Dom, 28 de Dezembro de 2008

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Última atualização em Seg, 29 de Dezembro de 2008 13:34
 
Comentários (2)
  • lindinha
    avatar
    :eek nossa Paulo que profundo, muito lindo seu escrito.
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